Atelier da lp

  1. Pra ficar geladinho…


    Conversando,
    as amigas
    chegaram
    a conclusão
    de que
    eles precisam
    ao menos ter
    uma geladeira.

    Cubinhos
    de gelo
    as fariam
    derreter
    por você.

    rs.

  2. As minhas vieram dele.

    No campeonato de “adivinha quem tem mais sardas”

    Adivinha quem ganhou…

    Nem houve dúvidas!

  3. Colo.

    Colo de tia.
    De nona.
    De vó.

  4. É sua Comidinha Predileta.

    E o dia começa assim:
    Rosa vai batendo de quarto em quarto acordando o pessoal.
    Vem na minha cama, me dá um beijo de
    “bom dia tia, vamos na praia brincar?”.
    Não antes do café.
    Na mesa, tudo posto, todos postos.
    A Nona reclama que não quer sair de casa,
    que não gosta de praia, que não quer ver o mar.
    Marina, a irmã mais velha,
    insiste e a suborna com a idéia de
    tomar sorvetes com os pés na areia.
    Aceita. Ela não resiste ao doce sabor congelado no palito.
    O cunhado único tenta controlar minha sobrinha.
    Ela não deixa-se controlar.
    _Quem é que manda nessa casa? pergunta meu pai.
    _Eu! responde Rosa, neta dele de 4.
    Vovó Edna implica com ela. Coitada…
    Com Francisco que está calado,
    com sono, mas com a prancha já debaixo do braço.
    Comigo que estou pronta para correr dali.
    Meu cunhado mantém-se tranqüilo, nada parece abalá-lo.
    Nem sua pequena que só faz o que quer.
    Puxou a mãe.
    Concluo… Este está perdido!
    Marina dá umas três ou quatro ordens para todos por minuto.
    Ignoram.
    Mamãe esquenta o leitinho.
    Faz o tetê da Rosa que já está dentro da piscina gelada.
    Não há sol.
    Marina veste seu traje esporte para correr.
    Quer que Luiza a acompanhe, mas não agora.
    _Agora não?
    _Não.
    _Agora?
    _Não. Agora.
    Elas não entram em acordo quanto ao horário da partida.
    Rita, a enfermeira da Nona só observa, sorrindo.
    Depois, mais tarde, confessa-me baixinho na cozinha:
    _Esta puxou à sua avó.
    Rs.
    Toda manhã é assim.
    O Problema é que tem o restante do dia para se viver.

    [saldo:]

    Rosa e Nona tomaram 7 sorvetes na praia.
    Marina correu por 40 minutos,
    Francisco surfou por 2 horas
    e Luiza percorreu seus 5 km diários.
    Agora voltaram todos em volta da mesa
    maravilhados com os bolinhos de arroz da Dona Vera.

  5. Somos Amigos desde que Nasci.

    Ele acabou de me contar no mar do dia em que eu engoli
    um alfinete e do outro em que escondi um botão de pressão
    debaixo da língua.
    _Você deixava a mamãe desesperada!
    _Chico, por acaso era você que me dava
    estes pequenos objetos para serem deglutidos?
    _Lógico que não Luiza! Eles estavam lá,
    espalhados pela casa. Olha a onda! Abaixa!

    Ele a levou para surfar.
    Duvidou das remadas dela,
    mas em poucos minutos rendeu-se.
    E como era de se esperar, ela não
    gostou de ter que esperar pelas ondas.
    _Que coisa mais chata!

    O convidou para correr dali e correr com ela.
    Precisa de impacto!
    Em 35 minutos resolve esta
    questão do exercício matinal.
    _Vamos?
    Negou.
    Não quis acompanhá-la e se não me engano,
    quase sempre fora assim.
    Ele sempre só fez o que quis com ela.
    Ela quase sempre fazia tudo com ele porque queria.
    Nunca houve equilíbrio.
    Coisa de irmãos.

    Hoje ele tem trinta. Ela vinte e oito.
    E tudo continua como era antes.
    Grandes amigos, desequilíbrio constante.

    {talvez por isso acostumou às relações desequilibradas,
    culpa e mérito dele. Agradeçam-no.}

    [divertindo-se como se fosse criança,
    o verão permite mesmo isso? AFF!]

    [se não houvesse tamanha saudade
    em seu peito, não voltaria tão cedo]

    {vide: http://www.fotolog.com/ballsplace}

  6. Ela desceu só a Serra do Mar.

    E foi uma delícia.
    No carro, a música sete se repetia. Ainda…
    Segura, prestava atenção nas placas para não perder-se
    depois de um final de semana incrível. Não queria.
    Com ele, ela saiu.
    Passeou, se divertiu, dormiu…
    Fizeram planos.
    Viajaram juntos sem sair dali.
    Foram diversas vezes no Pão de Açúcar.
    Lá é “lugar de gente feliz” que se abastece de coisas gostosas.
    Chocolates para acompanhar a salada do jantar.
    Tomaram chopp, vinho, chuva e nenhuma Neosaldina.
    Atrasaram-se na maior parte das manhãs.
    E até do Sorine ela esqueceu por duas noites seguidas.
    Sorry!
    Permitiu.
    Seguiu só em direção ao mar.
    Em busca do sol que não tinha.
    Chovia.
    E a estrada era toda branquinha. Feita de nuvens.
    Dos sonhos que deixou para trás esta manhã.
    Aventurou-se viver. Arriscou espaçar. Deixar escapar.
    Sem pensar nas conseqüências, como faz as crianças.
    Lembrou das férias de infância,
    isso porque passara pelos mesmos caminhos.
    Mesma estrada, mesma parada no Frango Assado.
    Capaz de ouvir sua própria voz quando menina
    que perguntava mais ou menos por ali:
    _Está longe mamãe? deitada no porta mala da Caravan prata do papai.
    Iam cheios de roupas, comidas, bicicletas, televisões e brinquedos.
    Baldinhos, pás e rastelos para os pequenos construírem enormes castelos.
    Como é que cabia tudo mais todos nós naquele carro?
    Era mágico.
    Era verão.
    É a minha história.

    [saldo do primeiro dia: um tênis sujo de lama depois de 5km e
    a promessa de que amanhã vai surfar as 06h com Francisco, seu irmão do meio]

    …s a u d a d e l e…

  7. Lá vem a onda!

    Fez a opção.
    MANHÃ DE SEGUNDA FEIRA:
    de novo ela foge para praia
    dos problemas, dilemas, amores e afins.
    Deixa em casa as flores adquiridas no
    Pão de Açúcar, lençóis perfumado de confort,
    travesseiros fofos bem utilizados
    numa semana intensa de cama.

    Precisa antes:
    devolver “A Menina Santa” na locadora,
    pagar as funcionárias,
    viver bem no sábado e
    no domingo sobreviver à angústia
    de seguir só ao sol;
    checar as contas nos bancos,
    buscar o LAP no técnico,
    fazer as malas e achar que
    vai morrer de saudade.

    Vale brincar de poesia?

    Nosso castelo de areia foi feito bem na beira do mar…

    MEU VESTIDO ESTAVA LÁ E VIROU REFERÊNCIA!!!
    http://www.spfw.com.br/noticia_det.php?c=255

  8. Reciprocidade.

    A frase do dia:
    “Te amo do jeito argentino.”

    A resposta dela:
    “Pois eu preferia que fosse à brasileira.”

  9. Rio e faço bico.

    bloody mary no horário certo.

    [fasano rio]

    -suguei da Adri
    as palavras escritas :)
    …preguiça!!! P I K

  10. Ela só quer ser feliz assim todos os dias.

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lp

Apesar do nome, pouco sabe sobre música. É formada em Artes Plásticas pela FAAP. Pós-Graduação em Comunicação com ênfase em Jornalismo Cultural pela PUC-SP. Trabalha com moda desde menina - estilista.
Desenha poesias e gosta muito de escrever.

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