Atelier da lp

  1. Agende-se comigo!

    quinta feira, 02 de outubro às 20h
    Abertura da exposição::
    Individual de Laerte Ramos
    Centro Universitário Maria Antonia
    02 de outubro – quinta feira/2008 20h
    R. Maria Antonia 294 vila Buarque
    São Paulo SP
    Tel: 11 3255 7182
    Estacionamento conveniado Mariauto:
    rua Maria Antonia 176
    www.usp.br/mariantonia
    www.galeriavermelho.com. br / info@galeriavermelho.com.br
    exposição indicada para maiores de 14 anos

  2. Igual ao Pequeno Príncipe.

    de presente recebeu a si própria
    protegida numa redoma em
    companhia única
    de uma flor
    amarela de
    plástico.

  3. 2 x 174!

    Estréia hoje mais um filme nacional.
    Desses bem nacional, como diria meu primo Pedro lá de Tietê!
    Mas Última Parada 174 de Barreto
    não deve ser associado ao saturado perfil
    “favela movie” que já demos por cansados.
    “É o oposto de Cidade de Deus”, afirma o diretor.
    Apesar de ter o mesmo roteirista,
    trabalhar da mesma forma com atores não-profissionais
    selecionados em bairros pobres,
    Bruno insiste para que o expectador faça uma forcinha
    e perceba que seu filme é na verdade
    um épico de coração intimista.
    Ao ler as sete este trecho da entrevista dada à Folha,
    em companhia de minha torrada e queijo branco,
    surgiu a primeira dúvida do dia:
    O que será que este cara quis dizer com isso?

    Há quem diga que o filme de Bruno
    é uma visão demasiadamente familiar da
    pobreza e da violência nas favelas do rio.
    Eu ainda não o vi, não posso falar.
    E estava com preguiça, confesso. Sem vergonha.
    Mas ao me deparar com a pequena coluna cinza
    no canto direito da página do jornal,
    tive a curiosidade aguçada.
    O fato de José Padilha ter rompido com Barreto
    por conta de uma crítica feita ao filme “Tropa de Elite”
    no ano passado, me fez ter vontade de acompanhar
    esta história de cinema mudo.
    “Silêncio. Não há nada pior do que o silêncio.
    O silêncio é mortal.”
    Encantou-me entre um gole e outro de café
    a luta de egos entre os bem sucedidos diretores.
    Alguém aí, poderia filmar isto?!
    Padilha prossegue brincando sozinho de vaca amarela.
    À imprensa diz apenas não comentar filmes de colegas.
    Enquanto Barreto tenta sem sucesso um téco de sua atenção.
    Afinal, o filme só existe por causa do documentário
    realizado por Padilha tempos atrás.
    Ahhh… Esta sim é uma boa história pra contar!

  4. Malhação.

    Bom, o que eu posso dizer é que, se
    você for dirigir este programa meu bem…
    Está tudo terminado entre nós.
    rs.

  5. Sem dúvidas, "Ainda Orangotangos"!

    O filme de Spolidoro foi considerado o melhor do Festival de Milão no último sábado.
    Concorreu com nove trabalhos de outros países e saiu ganhando.
    O que me faz crer que seu único plano-sequência fez a diferença.
    Dessas que não percebi.
    Vale a pena então conferir!

  6. Ninja com Facas.

  7. das observações idiotas dela:

    “Ele parece, não sei… Mais vivo que nós.
    Sei lá, me senti meio morta.”

    “Parece um personagem!
    Mas considerando que ele é ator… “

  8. Amigdalite de setembro.

    A Nona perguntava outra vez quem é sua mãe
    em mais uma manhã de café sem gosto em
    companhia da menina que permanecia imóvel e calada.
    _Sou filha da sua filha Vó!
    É a nona amigdalite do ano.
    Só isso passava na cabeça dela.
    A fez febril. Ponderar e parar pra pensar que
    deve ter algo ali entalado que a faz sentir tamanha dor.
    Uma vez ao mês, padece disso.
    Depois passa, é sempre igual.
    Um desconfortozinho no dia anterior,
    uma dor intensa nos dias seguintes, dez;
    com tudo que uma amigdalite lhe dá por direito.
    Antibióticos, alguns quilos a menos…
    Depende da duração do processo.
    A menina chorou ontem à noite
    ao perceber a visita da dor ali de novo. Fez nó.
    Deitou na cama dos pais, por onde estava
    de passagem e dormiu rápido.
    Era cedo. Acordou tarde.
    _Você é filha de qual filha minha?
    _Nona, você só tem uma…
    Saiu indisposta a resolver o problema.
    Pensou em tirar as próprias amígdalas
    com uma faca de serrinha.
    A mesma usada para cortar o pão de manhã.
    O mesmo que ela foi incapaz de engolir.
    Não passava.
    Dói.
    A dor dói, depois passa.
    Volta.

    A menina tornou a pensar nas questões psicológicas
    que podem sim ocasionar tamanha infecção.
    Não que ela acredite assim, no poder de sua mente.
    Não mente! Ela agora busca explicações invisíveis
    para o fenômeno tormentoso que a invade mais uma vez.
    Pois que seja então sobrenatural!
    Olhando para os dois frascos de homeopatia,
    duvidava de sua eficácia, mesmo sabendo que é preciso ter fé.
    Recusou-se voltar no otorrino,
    apesar de já ter desenvolvido com ele uma amizade profunda.
    Mas só de pensar no tamanho do último antibiótico…
    Era quase uma banana nanica!
    Isso sem comentar que o Dr. Otorrinolaringologista
    prometeu-lhe cirurgia como último caso.
    Ela tem tido pesadelos com a voz dele
    dizendo em tom de piada
    “você que é minha paciente desde 1992,
    está no último caso, desses que a gente tira mesmo
    as amígdalas sem dó, só dor.
    Mas dor você já está sempre sentindo,
    uma a mais, uma a menos,
    considerando que nesta exata região será a última…”.

    Ela foge e por isso passa as horas olhando
    para os frasquinhos e tenta com toda paciência do mundo
    (que ela naturalmente não tem)
    se organizar com os horários e alternância dos líquidos.
    Tatuou-os com caneta 01 e 02.
    Deveria pingar dez gotas de cada de duas em duas horas.
    Mas de verdade, nunca se lembra se tomou o 01 ou o 02
    portanto, tenta (sem sucesso) enganar a si mesma.
    Do tipo: “Luiza! Parece que está dando certo!”
    E está! Acaba de repetir ao digitar.
    P A R E C E Q U E E S T Á D A N D O C E R T O .
    Como se o segredo fosse acreditar! Besteira!

    Às vezes, pára em frente ao espelho e
    faz caretas para admirar o pus.
    Faz poesia com ele.
    “Pus, meu querido pus, quem foi que te pôs aí?!”
    Mas dura pouco o bom humor em dias assim.
    Tirando sarro e sofrendo consigo mesma.
    Pensa que se morrer disso ao menos morre calada
    porque dói também para falar.
    Mas esta é a parte boa!
    Sente-se no direito de seu próprio silêncio.
    “Deixe-me aqui com meus pensamentos”.
    Ao ligar para o novo Dr. homeopata confessou
    envergonhada que havia perdido a receita da última quinta feira.
    _Luiza, você inconscientemente não quer fazer o tratamento!
    _Não, olha… É lógico que eu quero! Eu preciso.
    _Não, você não quer.
    Chorou e por sorte ele não percebeu.
    Não percebeu? Foi duro e de graça.
    Não a consulta!
    Mas será que ele acha que ela foi obrigada até lá?
    Será que ele sentiu-se incomodado porque ela já
    tentou esta medicina outras vezes e não obteve hesito?
    Será que ele acha que ela é uma menininha mimada?
    Báh! Está sofrendo! Será? Será?
    Nem ligou, desligou.

    Falou meia dúzia de palavras cansadas por hoje. Sussurrou.
    Achando que talvez a dor na garganta fosse
    por conta das coisas dolorosas que já passou na companhia deles.
    Então, após falar, se era este o problema; passara!
    Não!
    Até as dezesseis de hoje não havia parado à pensar
    que todas as suas dores, foram sempre repartidas, divididas.
    Que todo desconforto fora causado apenas por vítimas.
    Do amor, de compaixão, solidão, ansiedade.
    Ela não se perdoa por possuir marcas de sua própria história.
    Mas o que fazer num caso como este?
    E se a dor era de coração, como é que foi parar na garganta?
    E se realmente tirar as amígdalas, para onde vai a dor?
    O que se faz com a memória?
    Agora, todo e qualquer perdão é em vão.
    Desculpa.
    Belladona 6 CH e Mercurius Solubilis 6 CH devem resolver o fardo.
    Ou aliviar o fato.
    Até o mês que vem chegar.

  9. Folha.

    _Tia, você trabalha com figurino?
    _Ué, como você sabe?
    _Tem um cabide tatuado no seu braço.
    Ela sorriu.
    _Então, me dá um emprego?
    _Não tenho como te oferecer uma vaga,
    lá só admitimos meninas.
    _Ah, então me dá um dinheiro!!!
    Ela graciosamente estendeu o Caderno Dinheiro
    do jornal que lia no exato momento em que
    parou no sinal da avenida Brasil com a Rebolsas.
    _Não tia, eu não leio não.
    Eu assalto e vou lembrar do seu rosto
    abusado cheio de pintas amanhã!
    Ela sorriu outra vez.
    Verde.
    E simplesmente seguiu alguns
    poucos metros à diante.

  10. Trouxeram-lhe cores do Rio.

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lp

Luiza Pannunzio é formada em artes plásticas pela FAAP. Fez pós-graduação na PUC – Comunicação com ênfase em Jornalismo Cultural. Desenhadora. é criadora da personagem Bebê da Cabeça Quadrada e também da menina que carrega um laço gigante na cabeça. Gosta muito de escrever nas horas vagas. Mas que horas vagas? Tem dois filhos – Clarice e Bento e com eles coleciona histórias. Com seu MARIDO junta palavras num tumblr que atende por “diálogos domésticos”. Confecciona roupas incríveis e outros mimos sempre pensando em você. Duvida?! Quer ver?! Espie tudo por aqui...

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