Atelier da lp

  1. Ou sadia.

    Ficou indignado.
    Decepcionado.
    Até parecia a guria de tão chateado.
    Ao ouvir o que um dia fez com ela.

    Antes de partir.

  2. Agora há na minha mesa:

    Uma tesoura para recortar.
    Uma agenda para anotar.
    Um boleto para pagar.
    Meu celular para te ouvir.
    Dois DVDs para queimar.
    Uma calculadora para somar.
    Uma caneta para desenhar.
    Um TOY ART que tenho que entregar
    Meu computador para registrar.
    Duas réguas para te medir.
    Vários pincéis para pintar/colorir.
    Um estilete para nos separar.
    Uma garrafa d’água para não esquecer de tomar.
    Um molho de chaves para a noite seguir.
    Uns tecidos para modelar.
    Algumas idéias.
    Muitos detalhes.
    E uma vontade louca me levando à outro lugar.

  3. Agora há na minha mesa:

    Uma tesoura para recortar.
    Uma agenda para anotar.
    Um boleto para pagar.
    Meu celular para te ouvir.
    Dois DVDs para queimar.
    Uma calculadora para somar.
    Uma caneta para desenhar.
    Um TOY ART que tenho que entregar
    Meu computador para registrar.
    Duas réguas para te medir.
    Vários pincéis para pintar/colorir.
    Um estilete para nos separar.
    Uma garrafa d’água para não esquecer de tomar.
    Um molho de chaves para a noite seguir.
    Uns tecidos para modelar.
    Algumas idéias.
    Muitos detalhes.
    E uma vontade louca me levando à outro lugar.

  4. Agora há na minha mesa:

    Uma tesoura para recortar.
    Uma agenda para anotar.
    Um boleto para pagar.
    Meu celular para te ouvir.
    Dois DVDs para queimar.
    Uma calculadora para somar.
    Uma caneta para desenhar.
    Um TOY ART que tenho que entregar
    Meu computador para registrar.
    Duas réguas para te medir.
    Vários pincéis para pintar/colorir.
    Um estilete para nos separar.
    Uma garrafa d’água para não esquecer de tomar.
    Um molho de chaves para a noite seguir.
    Uns tecidos para modelar.
    Algumas idéias.
    Muitos detalhes.
    E uma vontade louca me levando à outro lugar.

  5. Agora há na minha mesa:

    Uma tesoura para recortar.
    Uma agenda para anotar.
    Um boleto para pagar.
    Meu celular para te ouvir.
    Dois DVDs para queimar.
    Uma calculadora para somar.
    Uma caneta para desenhar.
    Um TOY ART que tenho que entregar
    Meu computador para registrar.
    Duas réguas para te medir.
    Vários pincéis para pintar/colorir.
    Um estilete para nos separar.
    Uma garrafa d’água para não esquecer de tomar.
    Um molho de chaves para a noite seguir.
    Uns tecidos para modelar.
    Algumas idéias.
    Muitos detalhes.
    E uma vontade louca me levando à outro lugar.

  6. para amanhã bem cedo.

    Quero contigo viver
    Aprender.
    A andar em seu tempo.
    Porque chego a conclusão que estar
    à frente não é bom negócio.
    De nada adianta.
    Só faz sofrer de ansiedade.
    E ainda, bem devagarinho.
    Me irrita!
    Portanto, quero caminhar ao seu lado.
    Passo a passo.
    Se correr, eu corro.
    Se parar, eu paro.

    Decididamente é com você que quero fazer planos.
    Logo eu que nunca planejei nada na vida.
    Quero fazer uma lista.
    Programar-me contigo.
    A longo prazo.
    Sem te perder de vista.

    Farei uma tabela periódica de nós dois.
    Pelo menos uma boa e longa viagem na vida.
    E belos retratos.
    Quero jantar sempre em sua companhia.
    E ter disposição para preparar
    nosso café caprichado.
    Fazer exercícios, mesmo sozinha.
    Deixar-te com preguiça aos finais de
    semana em cima da cama.
    Gosto de te observar…
    Sentir saudade por tão pouco.
    É assim que sem culpa, ligo no meio da tarde.
    Atrapalho-te para dizer “Amo” de novo.

    Por mim, passava o resto do meu tempo ao seu lado.
    Teríamos nossos filhos mimados e bem vestidos amanhã.
    Logo ao acordarmos. Já imaginou?
    Minha Nona conhecendo João e Lídia?

    Seria o melhor trecho do filme de nossas vidas.

  7. marca

  8. INSCRIÇÕES ABERTAS!

    curso livre e prático de moda intensivo – julho 2009
    inscrições no nosso atelier – rua da penha, 1126
    Sorocaba – SP fone: 15.3234.3821

  9. O garoto Bombril encontrou-se comigo há 10 meses atrás.

  10. Onde foi parar meu dente?

    Rita perdeu o dente.
    De leite.
    Bem da frente.
    Até aí tudo bem.
    O problema de Rita é que ela
    não sabe onde ele foi parar.
    Não sabe o paradeiro de seu próprio dente.
    Não sabe nem se o engoliu.
    Hoje pela manhã abriu o primeiro sorriso do dia
    frente ao espelho do banheiro e percebeu a falta do dente.
    Gritou de susto.

    _ahhhhhhh!
    Chamou seu irmão para ver o desaparecido.
    _Olhe!
    _O que? disse Dudu sonolento.
    _Repare, perdi meu dente. Bem este da frente!
    _ahahahhah!
    _Não é engraçado!
    _Lógico que é!
    _Tá bom, é engraçado. Mas e agora?
    Tenho que achar meu dente!
    _Rita, diga-me a verdade.
    Onde foi que você o escondeu?
    _Dudu, eu não sei. Ai! Será que eu engoli
    meu dente enquanto dormia?
    _Não… Não é possível.
    Você teria se engasgado. Bem, eu acho…
    Que tal procurarmos?
    _Sim! Mas onde?
    _Começamos pelo seu quarto.

    NO QUARTO
    _Nossa, mas que bagunça!
    Reviraram todo o quarto de Rita e nada encontraram.
    Quer dizer, encontraram de tudo, menos o dente de leite.

    _Depois que você acordou, qual foi a primeira coisa que fez?
    _Fui à sala e liguei a TV.
    Então, vamos lá ver se encontramos o fugitivo.
    _Quem?
    _O seu dente!
    _Ahh! Boa!

    NA SALA DE TV
    Reviraram todas as almofadas e nada.
    _Rita, você tem certeza que ontem quando foi se deitar
    para dormir esse dente estava em sua boca?
    _Mas é lógico! Eu me lembro de ter escovado
    meus dentinhos e ele estava bem aqui onde agora habita o vazio.
    _Bom, deixa de ser trágica. Sejamos práticos!
    Depois da sala de TV, onde é que você foi?
    _Não me lembro.
    _Tente se lembrar, vamos! Aconteceu há poucas horas atrás.
    _Hummm. Eu fui até a cozinha para ver se havia café da manhã.
    _E alguém já havia acordado?
    _Não. Então eu voltei para cama,
    pois percebi que era muito cedo.
    A mamãe e o papai ainda nem tinham se levantado!
    _Então, sinto muito minha irmãzinha, mas acho que você engoliu esse dente.
    _Xiiiiii…
    _E agora vai nascer uma árvore de dentes dentro da sua barriga!
    _Isso é mentira!
    _Não é não! Você verá.

    Rita ficou inconformada com a perda do dente de leite.
    E realmente preocupada com o nascimento de
    uma árvore de dentes dentro da sua barriga.
    Voltou para o seu quarto disposta a recomeçar as
    buscas por seu dente de leite da frente.
    Procurou novamente em cima da cama, debaixo dela,
    entre os brinquedos da estante…
    Chegou a pensar até que a fada do dente,
    aquela que troca os dentes recém caídos por pequenos presentes,
    havia levado seu dente sem deixar nada em troca.
    Quando sua mãe chegou à porta do quarto e
    viu aquela bagunça toda e Rita debruçada ao chão como se procurasse
    uma agulha no palheiro, foi a vez dela de inconformar-se.

    _Rita! O que está acontecendo?
    _Mamãe, perdi meu dente!
    Pior do que isso, estou achando que o engoli
    e agora vai nascer na minha barriga uma árvore de dentes.
    A mãe de Rita riu.
    _Você acha que é possível mamãe?
    _Não Ritinha! Uma hora acharemos esse seu dente.
    Agora venha, vamos tomar café da manhã. Você me ajuda a por a mesa?
    Ela balançou a cabeça não muito animada.

    Rita meio tristonha foi com a mãe para cozinha
    e a ajudou na organização do café.
    _Rita, por favor, pegue a manteiga que está dentro da geladeira.
    Ah, e o queijo.
    _Sim! Mas mamãe, onde está o queijo? Não estou encontrando…
    _ Está aí, ao lado da goiabada!

    Foi então que ela avistou a amada goiabada.
    Não havia nada na vida que Rita gostasse mais que goiabada.
    Variava. Com queijo branco, com requeijão.
    Goiabada e Rita era igual paixão! Ela amava!
    Sim e o queijo estava ali, bem ao lado da goiabada.
    Ah… A goiabada!

    _Credo! Tem um dente na minha amada goiabada! Mamãe olhe isso!

    Rita incrédula e sua mãe desconfiada.

    _Rita, qual foi a primeira coisa que você fez hoje quando acordou?
    _Liguei a TV.
    _E depois?
    _Vim até aqui para ver se já havia café da manhã,
    mas não tinha. Nem ninguém havia acordado.
    Então achei melhor voltar para cama.
    _E aí?
    _Bem, aí antes de voltar para o meu quarto eu abri a geladeira
    e dei uma mordidinha nessa goiabada. Acho que esse dente é meu.
    _Muito bonito, não?!

    E as duas caíram na gargalhada!

    Enfim, Rita achou seu dente de leite da frente.
    A árvore de dentes não ameaçou nascer em sua barriga.
    A fada do dente não a traiu.
    O que a fez seguir em frente, feliz da vida, comendo goiabada sempre.
    E vira e mexe todos da casa de Rita lembram-se dessa história
    que rende longas e boas risadas!

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Luiza Pannunzio é formada em artes plásticas pela FAAP. Fez pós-graduação na PUC – Comunicação com ênfase em Jornalismo Cultural. Desenhadora. é criadora da personagem Bebê da Cabeça Quadrada e também da menina que carrega um laço gigante na cabeça. Gosta muito de escrever nas horas vagas. Mas que horas vagas? Tem dois filhos – Clarice e Bento e com eles coleciona histórias. Com seu MARIDO junta palavras num tumblr que atende por “diálogos domésticos”. Confecciona roupas incríveis e outros mimos sempre pensando em você. Duvida?! Quer ver?! Espie tudo por aqui...

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