Atelier da lp
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COM.CURSOS
- 31 de julho de 2009
- 18:43
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C A faz o dia seguir triste.
A palavra CÂNCER é proibida na minha família.
Isso coloca em dúvida a tal lei da atração.
Tudo bem porque nunca nem li nem assisti “O Segredo”._E então mama, levou ela ao médico?
_Sim, ela está toda feliz hoje.
_E o que ela tem? Ele disse?
_C A.
_Ah? Câncer?
_Raãm.- 30 de julho de 2009
- 13:35
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domingo
Chegou ao apartamento.
Fazia mais de um ano que não botava os pés lá.
Apertou a campanhia.
Seguiu um voz cansada.
Gritada sem força nem ânimo:
_Entre.
Abriu a porta e enxergou sua avó de cabeça baixa,
descalça, sentada em uma das cadeiras da sala de jantar.
_Cadê sua tia? Por que ela não veio me buscar?
_Oi Vó, eu pedi para vir no lugar dela.
Para te fazer uma surpresa.
_Ah.
Um silêncio monstruoso tomou conta do ambiente.
Abaxou-se sob os pés dela e começou a colocar delicadamente
as meias nos pés. Inchados. Depois, calçou-lhe os sapatos.
Com dificuldade. Fez uma graça, uma piada, mas
sua avó, especialmente naquela manhã, não estava para gracinhas.
Os olhos se cuzaram vagarosamente e tímidos.
Quando deu conta, as duas olhavam de novo para baixo.
_Como tens pés pequeninos vó?!
_36 como os seus.
Olharam-se novamente.
Rápido.
E pela primeira vez se enxergaram de fato.
Cruas, com suas verdades.
Não se desgrudaram.
Os cílios se mechiam pedindo calma e socorro.
Ao mesmo tempo.
As mais siceras desculpas.
Sentia-se mal.
Por todas as não visitas do ano.Não era um habito preocupar-se com ela.
E depois que soube que ficou doente, não podia mudar
de comportamento. Vovó não gostava de ser paparicada
assim só de vez em quando. Ou se é sempre ou nunca!
E à elas faltava intimidade para isso.
Não pode telefonar para dizer o quanto sentia.
Percebeu que nem seu número possuía.
E aquela senhora debilitada que não
mais conseguia calçar o próprio sapato, era sua avó.
À quem pelo menos há vinte anos
não dava satisfação alguma.
Nunca mais havia saboreado a sardinha frita,
o cuscuz e a dobradinha.
Como se estes pequenos prazeres tivessem perdido
a importância com o tempo. Ficaram na infância dela.
Por isso ela sentia culpa.
Enquanto a avó talvez nem se importasse. Não percebesse.
Distraída com os outros netos e bisnetos.
E os problemas com o apartamento na Praia Grande.
Mas era manhã de um domingo e o encontro
entre elas pesou-lhe sobre os ombros.
Estendeu a mão.
A avó segurou firme em seu braço.
Levantaram-se. Uma apoiando na outra.
Seguiram o mesmo caminho.
Dessa vez num silêncio tranquilo.
Não era preciso dizer nada.- 26 de julho de 2009
- 11:57
- 4 comentários
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ah,ah,ah
- 25 de julho de 2009
- 14:59
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hoje bem cedinho:
_Obrigada.
_Do que?
_Por me fazer feliz.
_Ah, de nada.- 14:57
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E mais isso tudo!
COLUNA SEMANAL
por Gabrielle MachadoHoje eu vou falar da Laura Marling,
que mencionei no post passado.
Ela já fez participações com várias bandas,
entre elas, o Noah and the Whale,
e no começo do ano passado lançou álbum solo,
chamado Alias I Cannot Swim. Laura tem 19 anos,
é da Inglaterra e tem uma voz muito doce.
As participações que faz deixam as músicas
mais lúdicas e bonitas, como por exemplo em Young Love,
do Mystery Jets. O timbre da voz dela às vezes me
lembra um pouco a Joan Baez, que eu amo.
É difícil falar as faixas que eu prefiro,
porque eu realmente gosto do cd como um todo
(coisa rara de acontecer comigo),
mas as que eu tenho mais escutado são: Ghosts,
Tap at My Window, My Maniac and I e Old Stone.E agora, saindo um pouco da Europa,
eu tenho ouvido bastante o The Pains of Being Pure At Heart,
banda independente de Nova York. O primeiro álbum lançado
foi no começo desse ano, com o mesmo nome da banda
(ótimo nome, aliás). O som deles é aquele rock indie bem feito,
animado, com boas melodias, que deixam você cantarolando o dia todo.
Às vezes algumas faixas dão a impressão de serem mais do mesmo,
um pouco iguais demais, mas isso não faz com que não seja um bom trabalho.
Ao contrário, acho que é um bom cd, ótimo pra ouvir bebendo com os amigos,
dando risada, aproveitando o tempo de uma forma boa.
As minhas preferidas são Young Adult Friction,
This Love Is Fucking Right e Come Saturday.Por último tem o Dear Reader, da África do Sul.
Em 2006, quando se juntaram, a banda se chamava Harris Tweed e,
com esse nome lançaram o primeiro cd, The Younger.
Já com o nome novo, eles lançam o ótimo Replace Why With Funny,
com muitas faixas boas. As que eu mais gosto são Bend, Great White Bear,
Dearheart e What We Wanted. Como a Laura Marling,
eu gosto do cd deles como um todo, é gostoso de ouvir e
tenho a sensação de ser levada pelas faixas pela voz da vocalista,
que é doce, mas ao mesmo tempo energética.
Recomendo muito esse álbum!(e o site deles é muito lindo!)PARA FALAR COM ELA:
gabibilly@gmail.com- 14:41
- 1 comentário
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Ai gente, agora tenho agente!
- 24 de julho de 2009
- 23:25
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- 23:25
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- 23:25
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