Atelier da lp
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Revista Moda Moldes / out.2010
- 14 de outubro de 2010
- 11:20
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Amanhã teremos um sábado mais doce!
- 8 de outubro de 2010
- 15:13
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das 5 culpas de ontem:
- 6 de outubro de 2010
- 15:56
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comer – rezar e amar.
Depois de nove meses lutando contra os sintomas da gravidez, fui vencida.
Sinto-me exausta, prestes a dar a luz.
Percebi o quanto fui tola ao tentar driblar tudo aquilo
ao que meu corpo reagia. A fome, o sono, a falta de ânimo, o cansaço.
Meu Deus e que cansaço foi este? Sem fim.
À mim, inaceitável! Não nos permiti parar, fraquejar, descansar.
Agora, chorar pode! Por que?
Também não sei.
Mas rolou uma coisa assim:
“eu posso”, “eu consigo”, “eu faço” ou “eu não preciso de você”.
E como eu “não pude”, “nem consegui”, “nem fiz” e “precisei muito de você”,
chorei copiosamente estes nove meses.Arrumei mais coisas para fazer porque não
posso sair por aí fazendo coisas e chorando ao mesmo tempo.
Então, as tarefas contiveram as minhas lágrimas.
Preenchendo assim cada instante do nosso dia-dia.
Foi um dilúvio de regras claras: acumular sempre mais e delegar cada vez menos.
Tarefas, diga-se de passagem, de alta periculosidade
aos que me rodearam. Perdoem esta mulher grávida, sim?!Se antes eu trabalhava 12 horas por dia,
grávida mantive a produtividade com toda dificuldade
de alguém que carrega outrem na barriga.
Eu não queria mudar minha rotina. Por que? Medo talvez.Assim, passei nove meses enganando nós duas.
Levantando-nos da cama quando o que mais queríamos
era permanecer nela. Distraindo-nos com frutas e comidas naturebas.
Foram poucas às vezes que nos entreguei ao sorvetes
ou nos deixei levar loucamente por uma travessa de doces.
A balança da farmácia em frente tornara-se um monstro
que todas as noites invadia meu sono
com o triste propósito de nos amedrontar.
E ao final da gestação, veja só que ironia,
mantive-nos na média mundialmente saudável
do que é aceitável engordar na situação em que estamos.
Fechamos com 12 kg a mais
(está certo que ainda falta uma semana).
Mas, minha barriga nem está assim tão gigante.
Clarice tem mais ou menos 3 kg.
E os outros nove estão na minha bunda e pernas roliças.
Fazer o quê?! Chorar talvez.Em contrapartida eu não incho, não vomito,
nem desmaio. Nem respiro. Enfim, somos normais!
Tivemos uma gravidez tranqüila, para não dizer sem graça.
Nada de estranho nos aconteceu. A pressão manteve-se estável.
Baixa. Não é uma piada?
Como disse o Dr. ontem “Graças a Deus!”.
E eu corrijo, “A Deus e a balança-monstro!”.O médico agora ri de mim. Ele está sem dúvida, mais feliz.
Confiante de que eu vou expelir meu bebê ali por baixo,
naturalmente. O que parece-me inviável.
E eu continuo desconfiando dos elogios dele.
E dos de Caetano também – o bom marido!
Não me convencem.
Aliás, nenhum elogio masculino me que cai bem
nos dias de hoje. Por que? Porque sim!
Olhe bem para mim! Estou redonda!É o fim! Faltam poucos dias para tornarmos três de vez.
E isso ao mesmo tempo que me faz alegre
ao ponto de chorar (outra vez), deixa-me cheia de receios.
É um mistura louca de sentimentos que eu nem sei como explicar.
Porque é físico. Dói o amor que eu sinto. Literalmente.Sei também que o que eu poderia ter feito, já fiz.
O que eu deveria ter organizado, ficou para traz.
Nada mais importa.
Só ela.
Seu pai.
Nós.
De preferência a sós lidando e
bancando nossas escolhas. Parece fácil?Já falei que eu tenho pavor da hora do parto?
Dizem que é o medo mais comum. O da morte.
Ainda que remota, acho que deveríamos conversar sobre isso.
Sem esta de que para morrer basta estar vivo!
O problema é que só eu acho que deveríamos incluir
esta pauta no jantar. Sendo assim, não há diálogo!
Fingir parece ser a melhor saída aos demais.
Então, por favor, indiquem-me onde está esta saída?
Quero ficar confortável com vocês, nessa zona tranquila.Não sou, nunca fui calma com minhas expectativas.
É tudo fachada o que vêem daí. Mas faremos assim,
para alegria de todos ou quase,
vamos esperar pelo parto sem tocar nesse assunto. Proibido!
Até lá, talvez eu aprenda a rezar.
Vou pecar com gula sem medo.
Certa de que eu sempre soube amar vocês.- 12:55
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Justificando meus defeitos:
- 4 de outubro de 2010
- 11:47
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