Atelier da lp
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Caetano Canta.
- 21 de junho de 2010
- 20:01
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OVOS.
Depois de ver ao filme “As Melhores Coisas do Mundo” de Laís Bodanzky o que ficou na
minha cabeça foi a cena da mãe e filho quebrando ovos na parede da cozinha.
Sem dúvida chorei. Não só porque estou grávida e por isso, um tanto quanto mais emotiva,
chorando por tudo e todos; mas também por me dar conta da fragilidade de nossas famílias.Somos feitos de casca de ovo.
Constituímos nossos lares com paredes brancas e frágeis.
Que se quebram facilmente. Se despedaçam em minúsculos pedaços
que ao juntarmos de novo, colarmos, jamais adquirimos novamente aquela forma perfeita.
Talvez porque não exista.E eu mesma já quebrei tantas vezes e não aprendo. Nem me arrependo.
Deixei meus pedaços pelo chão. O tempo tratou de me reconstituir.
Logo então, virei ovo de novo. E com outros frágeis e semelhantes
me acomodei numa casa feita sob medida para mim.
Vivemos em caixinhas de papelão que a cada dia ficam menores.
À perigo em qualquer instabilidade.E quer coisa mais instável do que o amor?
Não há! Que atire-se primeiro na parede o ser humano-ovo que
não sente o pavor do amor te fritando por dentro.
Há os que fogem dele, os que ignoram e outros que como eu, se jogam.
E seja o que Deus quiser!Sendo assim, elaborei a minha lista das melhores coisas do mundo.
Com amor.
Meu bebê.
Caetano.
Meu trabalho.
Meus Pais.
Rosa, Marina e Juliano.
Cheiro de café.
O bolo de chocolate da minha mãe.
Minhas avós.
Os avós dele.
Meus sogros.
Os amigos de sempre.
Os novos amigos.
Meus clientes.
Meus desejos noturnos.
Mc Lanche Feliz.
Bolinho de arroz do Ritz.
Sexo de manhã.
A segunda mesa do Alberta#3.
Os padrinhos do bebê.
As roupinhas do bebê.
Os papéis para desenho.
Meus tios.
Os travesseiros.
Domingos.
20h – final de expediênte e você vem me buscar.
Rua Augusta.
Macarrons.
Nextel.
Aniversário dos outros.
Jantares entre nós 2.
Você respirando.
Você me orientando.
Você me ensinando.
Visitas inesperadas.
Sol de outono.
Som de violino afinando.
O passado.
As cicatrizes.
As tatuagens.
Um presente.
Café da manhã de amanhã.
Nosso futuro.
E ovo quente.- 23 de maio de 2010
- 21:01
- 5 comentários
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A espera.
Tudo é diferente.
Acordo cedo e seu travesseiro está entre as minhas pernas.
Quis comprá-lo de você na noite passada e
como não aceitou minha propósta, roubei-o na madrugada.
O cheiro de café nos disperta.
Você me enche de beijos.
Faço cara de farta.
Faminta.
Diz bom dia para a barriga.
Coloca minha música preferida e me da o jornal.
Sem o caderno cotidiano. Percebeu que ele me deprime.
Percebeu também que eu não tenho humor de manhã.
Nenhum humor. Nem no fim do dia.
O que é uma pena porque é justamente
nestes dois horários nossa maior convivência.
Você insiste comigo.
Me deixa um dinheiro para o taxi.
Simplesmente ignora o fato de que trabalho e que por isso,
posso pagar pelo meu transporte.
Com este seu dinheiro, de birra, compro uma Vogue qualquer,
pago-me um café e no mínimo um mini doce.
Sigo a tendência.Prefiro ir caminhando.
Levo sua música.
Não ouço nada além daquilo que me interessa.
O trânsito propõe um novo rítmo.
E para quem estava acostumada a correr todas as manhãs,
caminhar parece um exercício bobo.
Mas faz de mim uma mulher ofegante
antes mesmo de terminar a Rebouças.
Ainda assim, acho que vamos bem. Melhor!
Eu preciso desse tempo para colocar os sentidos em ordem.
Passo a passo tento não me sentir especial só porque estou grávida.
Quero levar a vida normalmente. Como sempre fiz.
E tento também não fazer os outros acharem
você um bebê especial só porque é nosso.Posso te garantir, não somos nada demais além daquilo que nos propomos em ser.
Cumprimos com nossas obrigações. Só somos brilhantes mesmo no amor.
Exagerados!
Não há como te faltar.
Nem generosidade, porque temos de sobra.
Pois bem, nada ha mais.
Talvez eu devesse mencionar o talento do seu
pai com instrumentos musicais.
Mas prefiro o silêncio…
Por vezes, queria que fossemos invisíveis.
Nós três.
Por medo. Zelo.
Mas esquece. Agora sou mãe e estou no controle!
Ouça aí nas profundesas do meu útero:
_ Quem está no controle? Eu! Fique tranquila!Pode crescer sem preocupações.
Me deixa disforme. Cheia de afeto.
Sem vontade de sexo.
O que espero que passe, afinal, acho bom te dar irmãos.
As roupas estão mais justas a cada dia.
Eu não ligo. Uso as saias sem fechar atrás.
Corto os elásticos das calcinhas de algodão.
Não abotoo o casaco.
Como se diz “casa de ferreiro, espeto de pau”.O médico me alerta.
Faz-me regras e às vezes promove encontros visuais
entre nós com o ultrassom.
É uma troca. E você é uma graça. Parece animada. Puxou o papai.
O Dr. passou-me uma dieta.
Proibiu os doces durante a semana. Não é piada.
Disse que meus peitos vão cair se eu não usar um
sutian de mãe sofredora que aperta minha alma.
Eu tentei explicar à ele que meu peito vai cair de qualquer jeito.
Que Caetano vai ter uma esposa de tetinha caída.
E que não é por meus peitos que estamos juntos.
Definitivamente, Caetano já pegou peitinhos muito melhores que os meus.
E eu só quero ser uma grávida feliz.
Já basta toda aquela ginástica com os biquinhos.
Puxa de um lado, do outro, para cima, para baixo.
Já basta a bucha/bruxa vegetal para tirar a sensibilidade dos mamilos.
Chega de apertos. Toda crueldade tem limite!
Ignoro também a recomendação das meias Kendall.
Compreenda, ninguém precisa de mais pressão nessa vida!
Já me cobro o bastante.Por não dar atenção devida aos amigos.
Por não conseguir fazer tudo o que gostaria num dia.
Nem comer os legumes, frutas e verduras que deveria.
Por não ler mais, escrever mais, te ouvir sinceramente.
Por não achar que mereço.
Ou por achar.
Por não querer que você me ache neurótica.
Ou nem ligar.
Por desligar o celular.
Não responder sua mensagem. Não atender.
Não ser a filha perfeita. Nem a mulher perfeita.
Nem a mãe. O que dirá a nora…
Enfim, por ter ainda que esperar!
Como assim? Nove meses é uma eternidade!!!
Parece que vida deu uma pausa.
Pediu-me calma.
E assim eu vivo a espera de te ver.
Te carregar. Amar.- 15 de maio de 2010
- 17:20
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Honradez.
Respeite-se.
Siga o princípio mais básico:
Não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você.
Acho que aprendi isso ainda bem pequena.
Toma.
Leve consigo.
Não é um conselho.
O desejo de respeito é lei no mundo em que vivemos!
E por esta razão deve ser comum no nosso, no seu meio.
Não há como viver sem. Não tem como ignorá-lo.Então, por favor…
Procure se relacionar com pessoas que tenham respeito de sobra.
Para que se e te respeitem.
Aos montes.
Sempre.
Dessa forma, onde houver amor, com o respeito ele só tende a crescer.
Se houver amizade, pense… O respeito a fará ainda maior!
Respeito é igual fermento!Agora, não posso te garantir de que dessa forma não irá se magoar.
Porque mesmo você agindo respeitosamente com todos,
mesmo assim, ainda haverão situações de total
desrespeito pelas quais passará.
Não há como escapar.Porém, esta falta/falha precisa vir lá de fora.
Alheia.
A nossa vida.
Sempre um recomeço.À respeito de nós mesmos.
Às vezes acho que ando em círculos contigo.
E ainda e mesmo assim sinto que valemos a pena!- 10 de maio de 2010
- 14:00
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Fofuras de verão!
- 26 de janeiro de 2010
- 19:19
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Abala-me.
Você.
O Haiti.
Os políticos.
As histórias que vejo na TV.
A chuva castigando a cidade.
A falta de compreensão entre nós.
Falta de afeto.
Meu tanto faz.
Nosso faz de conta.
As contas.
1\3.
Fé em quê?
Folha de São Paulo.
Sapatos que machucam meus pés.
Fome.
A reforma.
Os filmes.
As pessoas que moram na nossa rua.
Saudade da minha família.
As vantagens de estar onde estou.
O peso.
Minha escrivaninha.
O vinho tinto.
A droga da gaveta.
O tempo e a falta que ele me provoca.
O amor.
Diálogos entre pais e filhos.
Um domingo qualquer no parque.
Silêncio.
As garrafas pet boiando no rio.
Planos.
Impaciência.
As cobranças de todos.
As poucas horas de sono.
Sexo.
Música nova.
Pernilongo.
Arte.
Imagem.
Trânsito.
O sol fazendo-me sardas.
Disfarces.
Quando me calo.
Quando não fala.
Preguiça de viver o que é previsível.
Nenhuma vontade.
1001 oportunidades.
Seu mundo.
O teatro das boas maneiras.
Facilidades.
As eternas conversas comigo mesma.
Descontos para os outros.
Curiosidade.
Livros intactos na estante.
Os excessos.
Sofro com eles.- 20 de janeiro de 2010
- 19:18
- 1 comentário
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meamas?
Se te amo?
Eu me encosto.
Te acho no meio da noite.
Te imploro por tandrilax.
Um copo d’água.
Beijos na boa logo que acordo.
Concorda que te amo?
Te chamo. Proclamo! Reclamo.
Meu bem, amor, te quero, vem.
Te amo por inteiro
Pelo avesso.
De cima embaixo.
Te amo de lado.
Do teu lado.
De TPM. E aí é que vc
mostra que também me ama.
Me aguenta.
Faz carinho e espera passar.
Sábia decisão de só que sabe amar.(resposta ao e.mail de agora pouco)
- 14 de janeiro de 2010
- 12:40
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www.lejeanshere.blogspot.com
- 22 de dezembro de 2009
- 16:05
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Lugar Comum.
Passou quase um ano desde o último contato.
Onde não houve amor.
Por isso, era preciso encontrar alguém que
combinasse com ela.
Pré-requisito, disposição à amar.
Por que?
Acredita nele.
Não no dele.Para ela, amor é sinônimo de cuidados,
bons tratos, carinho, sexo, amizade, cumplicidade.
Quer dizer, para aquela guria, tudo isso junto significava amor.Conclusão, a união dali desfeita foi por conta
da pele deles que combinava.
Simples assim.
O cheiro deles era bem conveniente.
A atenção jamais fora dispensada.
Mas não era amor.Nem sempre é ou se torna.
Aliás, raramente.
Na maior parte dos casos, resulta em nada.
Quando não em ódio, depressão, abandono.
O deles foi o pior.
Acabou com uma palavra.
Saudade.
Por preferirem manter distância.Um tropeço.
Muitas dúvidas.
Ela se achava mal interpretadas enquanto tentava entender
o que vinha da direção daquele um.
Louca.Perderam-se no tempo.
Distraíram-se com os outros.
Estudaram todas as inúmeras possibilidades.
Isso leva tempo…
E quando de novo encontraram-se,
inevitavelmente, era tarde.
Viraram uma história qualquer.Depois de meses à procura daquilo que acharam
que um dia sentiram um pelo outro em outros,
descobriram o engano.Despistaram a infelicidade com drogas,
amigos, bebidas e música bem alta.
Para não haver diálogo. Só sexo. Sem envolvimento.
Como se isso fosse possível.
“Aqui, só há troca de fluídos!” avisava ele.
Ou nem isso.Engajaram-se em outras turmas.
Encaixaram-se em outras pessoas.
E acabaram exaustos.
E com saudade.Desviando deles mesmos.
Por não haver outro jeito.
Pois não sabiam lidar com o fomento de dentro do peito.
O mesmo que fazia as pernas dela tremerem ao vê-lo passar.E ela o viu passar, uma, duas,
5 mil vezes bem na sua frente.
Até ele passar despercebido.
Alguém a cutucar pelas costas e dizer
“Viu quem está ali?!”.
Mas era tarde.Não é triste?
- 16 de dezembro de 2009
- 19:55
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Na revista Capricho de dez./2009
- 4 de dezembro de 2009
- 16:21
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