Atelier da lp

  1. Dúvida cruel:

    É no twiter de todo mundo que
    mulheres chupando pintos gigantes
    passam da noite para o dia a te seguir?

  2. R$10!

    MV

  3. Vara da Família.

    É bem provável que ela seja processada por desabafo.
    Numa família em que os advogados falam mais alto,
    berram e desenvolveram seus próprios códigos de conduta.
    Suas leis são únicas, mas só valem aos outros.
    Suas manias são absolvidas, assim como a falta de trato, de tato e amor.
    O perdão não é aqui ou lá concebido, advogados não erram jamais.
    Então, não haverá o que perdoar. Mas quero ver me calar.
    Quero ver me processar por desabafo. Quero ficar cara a cara, frente ao juizo.
    E me defender de você. Pois, tenho aqui dentro de mim um peito cheio de mágoas.
    Não vou fingir como os demais. Pelo contrário, vou me abrir.
    Publicar-me toda. Tuas crias, suas em mim perfurantes.
    E presentes teus que não quero, nem nunca quis.
    Não me compras nem te vendas assim.
    Revogai-nos.

  4. Piscina

    piscina

  5. lâmpada ainda tem acento.

    ideias

  6. que seja eterno enquanto dure.

    08

  7. Em cena.

    Disse a seguinte frase logo após uma discussão tardia:
    _Caetano, deixa de fazer cena!
    Enquanto o corpo dele continuava a representação nata, ela seguiu
    com um meio sorriso para o único cômodo que restara vazio.
    Seguros, os lábios contraíram para não cair na risada.
    Em vão. Não aguentou e desabou em gargalhadas.
    Ao se dar conta do pedido que mais era uma ordem dada.
    Logo para ele, não fazer cena.
    Logo à ele que nasceu ali na cochia do teatro.
    Que cresceu entre um palco e outro.
    Que vive dentro de uma televisão.
    Que acha que a vida é um filme…
    Quanta bobagem!
    Voltou tão rápido para perto dele
    arrependida, num beijo longo e um
    convite para ficar.
    Permanecer ali mesmo, naquele cenário.
    Estava na hora do jantar.

  8. Tombo.

    O amor.
    Me enche.
    Igual bexiga de gás.
    Faz levitar.
    Guiar solta no ar.
    Deixo-me levar.

    Levanto cedo, ganho energia.
    Beijos, abraços, promessas.
    Anseio melhoras.
    Vejo as cores do mundo.
    Sinto muito, tudo.
    Me faz prazer.
    Renova-me.
    As vontades.
    As vantagens de ter com quem
    compartilhar meu dia a dia.

    Mas, em contra partida, se ele acaba me mata.
    Me faz ficar de cama.
    Cheia de angústias e culpas.
    E desejos de te ver por mais uns dias.
    E vontade de sentir de novo a
    novidade que só o amor nos dá.
    Deu.
    É passado. Onde finjo não perceber.
    Faço-me de boba. Tonta, de trouxa.
    Me deixo usar.
    Porque mesmo se você voltar
    e dormir aqui ao meu lado.
    Mesmo que fique por um dia inteiro
    só para me consolar.
    E faça meu almoço, colo, carinho e desculpas.
    De nada adiantará. Mesmo assim eu finjo.
    De propósito, doo.
    Toda angústia assim
    passa a ser maior que nós.
    Corroi-me por dentro.
    Me come.
    Faz um estrago maior.
    Maior que o amor que um dia achamos
    que sentimos um pelo outro.
    Maior que suas mentiras.
    Maior que nossos sonhos.
    Que terminam em pequenas doses de desaforos.

    A angústia.
    Me transborda.
    Igual bexiga de gás.
    Faz levitar.
    Solta no ar.
    E lá em cima, no alto, estoura.

  9. Quantos são os que não amam?

    Ontem saí com um amigo que não acredita no amor.
    Basicamente fico tentando fazer com que ele mude de opinião.
    Sou uma romântica convicta enquanto ele posa de solteiro convicto.
    Mas nisso, eu é que não acredito.
    Finjo.
    Ontem pela primeira vez, passava das duas da manhã,
    me peguei inconformada
    com o fato dele viver assim. Sem expectativas.
    Era quase uma mágoa criada.
    Porque da maneira como ele trata seu coração e o dos outros,
    coloca em dúvida tudo aquilo que julgo ser o mais prazeroso em viver.

    _Estaríamos enganados?

    Bom, sem amar não vivo.
    Sem amor não sinto.
    Tive dois, ou três desde os desesseis.
    Quando um acabava outro comecava. Seguidamente.
    Quando se esgotava eu sofria.
    Quase morria.
    Mas sobrevivia. Só.
    Para amar outra vez.
    E me entregava.
    Com uma pressa calma.
    Me deliciava.
    Permitia.
    Guiar, levar para qualquer lugar.
    Me arrastava. Cuidava.
    E amava, amava, amava.

    -O amor é como um doce. O melhor.
    Desses que a gente come bem devagarinho.
    Cujo sabor permanece na boca por um longo período.
    E você pode repetir sempre que quiser!
    Prolongando-o até enjoar.
    _Ah é éééé!?! Deus me livre!

  10. ah,ah,ah

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lp

Apesar do nome, pouco sabe sobre música. É formada em Artes Plásticas pela FAAP. Pós-Graduação em Comunicação com ênfase em Jornalismo Cultural pela PUC-SP. Trabalha com moda desde menina - estilista.
Desenha poesias e gosta muito de escrever.

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