Atelier da lp
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meamas?
Se te amo?
Eu me encosto.
Te acho no meio da noite.
Te imploro por tandrilax.
Um copo d’água.
Beijos na boa logo que acordo.
Concorda que te amo?
Te chamo. Proclamo! Reclamo.
Meu bem, amor, te quero, vem.
Te amo por inteiro
Pelo avesso.
De cima embaixo.
Te amo de lado.
Do teu lado.
De TPM. E aí é que vc
mostra que também me ama.
Me aguenta.
Faz carinho e espera passar.
Sábia decisão de só que sabe amar.(resposta ao e.mail de agora pouco)
- 14 de janeiro de 2010
- 12:40
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Disposição ao engano.
Para caminhar ao seu lado foi preciso aprender outro ritmo.
Suas pernas, muito maiores, ensinaram a correr.
Difícil, apesar do alegre compasso. Mais alto. Mais largo.
Prazeroso amor. Quase delinquência.
Aconteceu assim, sem querer.
Num domingo, descendo a rua augusta.
Que ideia foi aquela que funcionou?
Era outono e o vento no rosto enxugou as lágrimas.
Abriram seus olhos. Libertos.
Para acompanhá-lo.Desde então, teve que fazer os olhos,
preguiçosos que eram,
percorrerem mapas de geografia.
Matéria esta ignorada por ela
desde o início de vida escolar.
Olhos estes jamais navegados pelos
caminhos por onde andou.
Não se assustou, nem deslumbrou e por vezes,
reunidos, achou chato. Um porre. Um saco.
Mas calou. Seus olhos sempre estiveram por
demais ocupados com detahes.Desde os oito, os olhos dela eram viciados
em estantes alheias. Adoravam as da pequena
biblioteca do colégio em que estudava.
Percorria-as através de suas cores até
ao lugar mais alto que podia enxergar.
De óculos escolhia, apontando para o alto.
Pequena e dona grandes dores de cabeça,
recomendaram-lhe óculos para descanso.
Puro engano. Jamais descansou com eles.
Esta parceria não levava a regalias.
Literatura ou filosofia, na era dos óculos ela
se desafiava o tempo inteiro. Virou hábito.
Começava escolhendo sempre o
livro mais difícil de alcançar. De ler, folhear.
Sem preguiça. Esqueceu dos clássicos.
Ignorou “Polyana”, mas “O Bichinho da Maçã”
lhe fora inesquecível.Por isso não houve à eles,
os olhos, falta de lazer. Nem à ela.
Nem aos óculos. Nem viagens.
Muito menos histórias para contar.Mas como explicar estas diferenças de olhar entre eles?
Ela e ele.
Ou o que fazer com elas, as diferenças?
Somar? Multiplicar? Sonhar?
Seriam possíveis, eles, tão diferentes no modo de ver a vida?A impressão que fica é que ela sempre esteve aqui.
Sem sair do lugar, aguardando ele chegar.
Para contar-lhe com detalhes o mundo do lado de lá.
Enquanto mantém sem disfarces os olhos fixos na estante mais próxima.- 16 de novembro de 2009
- 13:41
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shiiiiiiuuuuuu…
Às vezes prefiro o silêncio.
Mesmo quando você insiste no piano tocar.
Mesmo a bateria soando sem parar.
Sou capaz de não escutar.
Devo me desculpar. Mas às vezes,
quero a nossa casa em silêncio.Andar descalça para não incomodar o vizinho de baixo.
Arrastar as cadeiras com cuidado.
Ajeitar as panelas debaixo da pia como se pudessem quebrar.
Tenho vontade de falar bem baixinho.
Sussurrar no seu ouvido.
Palavras que poderiam ser ditas com os olhos.É quando estou exausta.
Só, preciso do silêncio.
Umas horas de sossego.
Muda à moda.
Calma, calada e longe.Ali na cama com um livro novo me fazendo companhia.
Os jornais de ontem espalhados pelo teto
e algumas canetas tingindo nosso lençol.
O descongestionante nasal, uma garrafa de
plástico cheia d’água e a luz do abajour no chão.
Mais o silêncio.
Preso no ar bem na minha frente.
Condensando o tempo.Entenda que isso não quer dizer que eu estou triste.
Nem mal humorada. As paredes sabem…
Mas você não.
Confunde até hoje o desejo de descanso com meu pranto.E nestes momentos, não tão raros,
sou incapaz de explicar-lhe de novo que não há nada.
Não aconteceu e nem haverá de acontecer.
São apenas dias em que caminho bem devagar, mesmo atrasada.
Que não quero aprender mais nada.
E quando chove.
às vezes chora.
Dou preferência ao vazio.
Ao silêncio.
E às palavras tuas.
Rareadas.- 20 de outubro de 2009
- 13:09
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Ball´s na Folha de São Paulo
- 16 de outubro de 2009
- 16:36
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iê iê iê do Arnaldo e de todos nós.
lembra um amigo meu. Um não, vários… rs.
O cd custa R$20 apenas, produzido por Fernando Catatau
é super delícia de ouvir e dançar! As músicas “A casa é sua”
e “Sua menina” são de partir os corações!- 12:20
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ball´s na revista!
- 14 de outubro de 2009
- 14:21
- 1 comentário
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As abelhas e ela.
Subia assobiando a escada do parque quando sentiu a picada bem na perna direita.
A dor foi imediata para não dizer fulminante.
Ele que caminhava ao seu lado como de hábito, logo percebeu a falta de humor pairando no ar._Ela te picou?
Não respondeu.
A dor não a deixava falar.
Ele então começou a pisotear a vespa que acabara de saborear a batata da perna dela._Piso nela! Piso! Olha amor, olha só o que eu estou fazendo com ela!
E com a raquete de tênis ele esmagava a vespa contra o chão
numa tentativa de tirar da menina um sorriso.
De nada adiantou sua graça.
Ela continuou muda, agachada com as duas mãos cobrindo o alvo.
E enquanto observava o inchaço de toda perna,
lembrou-se das picadas de infância. Desde bem pequena, era sempre a escolhida.
No parque, no clube, nos churrascos, aniversários e praias.
Não houve um verão sequer, de 82 à 94, que tenha passado ilesa às abelhas.
Tantas foram que seus pais já tinham toda ladainha na ponta da língua.
Quando ouvia-se um chororô e a menina voltava triste da piscina a causa era sabida:_Luiza, não foi nada. Só uma abelha. Calma. Não faça escândalo!
E passavam nela a faca. Bituca de cigarro. Jogavam álcool.
As avós rezavam. E a alergia a fazia ficar de repouso por uma semana, dez dias.
Ela agonizava no sofá tragicamente com seus membros inchados.
Ora o braço, ora a perna, ora o pé. Perdeu a conta de quantas vezes isso aconteceu.
E de tanto reclamar da dor e incômodo provocado, acabou virando piada.
Tem até fotos de todas as picadas, olhos rasos d’água, pijama e dó.
Portanto, naquela manhã no parque ela resolveu que faria diferente.
Afinal, já era uma menina adulta.
Não podia mais armar berreiro por conta de uma vespinha qualquer.
Segurou o choro. Segurou as palavras trêmulas. Não deixou nenhuma escapar._Ta doendo amor?
Ela disse um sim contido com a cabeça.
Voltaram para casa. Mas dentro do carro ela
não escondeu a lágrima escorrida no canto esquerdo do olho.
Foi então que resolveu contar-lhe esta história:Quando eu era pequena, bem pequenina.
Assim, uns cinco anos. Estávamos todos - meus primos,
irmãos e eu no sítio do meu tio passando férias.
Brincando na mata de Caça ao Tesouro quando encontramos
uma casinha dessas em que se criam abelhas. Sabe?
Então, mas um dos meus primos pisou num formigueiro
e começou a gritar bem ao lado dessa bela casinha.
Lembro-me da cor dela. Era branca.
Então, todas as abelhas que estavam lá dentro, fabricando o mel
saíam furiosas atrás de nós. Estávamos em umas dez crianças, acho…
Eu era a mais nova! Estávamos lá no final do bosque,
bem lá em baixo, perto do lago. Para fugir das abelhas
a única saída era subir todo o caminho de volta até
a casa onde minha mãe estava. Mas eu era além de pequena,
gordinha e não conseguia correr. Tinha cabelos compridos e ruivos
onde as abelhas se enrolaram, se embolaram, fizeram a festa!
Fiquei um bom tempo agachada com as mãos no rosto tentando
me proteger delas em vão. O barulho que elas faziam…
Só de me lembrar, olha; arrepia!
Quando consegui escalar o morro todo de volta e cheguei lá no topo,
na casa, por último, exausta; vi todas as crianças enfileiradas e
minha mãe com o esguicho na mão jogando água para todos os lados.
Assim, aos poucos as abelhas foram saindo de nós.
Fui direto para o hospital.
Foram mais de cinqüenta picadas,
a maior parte delas na cabeça.
Deram-me uma dolorida injeção à contra gosto da minha mãe
que dizia que eu não merecia mais outra picada.
Adormeci. Perdi as férias daquele ano.
E adquiri esta alergia aqui.
Totalmente psicológica que não tenho como controlar.E desandou a chorar como uma garota de cinco anos.
- 9 de outubro de 2009
- 18:59
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Piscina
- 8 de outubro de 2009
- 20:20
- 1 comentário
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Satélite.
Sou a caçula de dois irmãos, Marina e Francisco.
E ser a menor tem lá suas vantagens.
Não sofro de insegurança por exemplo,
porque sempre tive alguém zelando por mim.
Desde pequena tinha uma mão maior do que a minha me guiando.
Um braço em volta do meu pescoço propondo outro ritmo.
Esqueceram de tirar as rodinhas da minha bicicleta
e os brincos das minhas orelhas que
permaneceram os mesmos até os oito anos.Ter irmãos mais velhos significa ter proteção.
Na escola, no bairro, na vida.
Também significa ter amigos mais velhos,
lições aprendidas antes do tempo,
roupas e brinquedos quase sempre herdados.Acima de tudo, ter irmão é ter companhia.
Temos sempre com quem brincar, brigar, trocar e dividir.
Desde que você percebe-se um ser vivo.
Que se mexe, mas precisa se limitar ao espaço que
lhe pertence do banco traseiro no carro de seus pais.
Cuidar para que suas pernas não ocupem o espaço do outro.
Senão, da briga! Mas o bom de ter irmãos é que dificilmente
você se sente só. E seu mundo se expande.
Lá em casa tinham os discos que eles gostavam além dos meus.
Gibis e livros que eles gostavam além dos meus.
Assim como filmes, bolos, biscoitos, festas!Gente multiplique as festas infantis por três ao ano.
Os ovos de páscoa, bolas, bexigas, brigadeiros.
Eu virei “expert” nessas coisas.
Tem também uma questão de igualdade importantíssima
na vida de uma criança que com irmãos, acontece naturalmente.
Quando pega-se piolho, todos pegam. Sarampo, viroses…
Sentimo-nos desde cedo num mesmo barco.
Onde é preciso remar para frente.
Se alguém ali se cansa de remar, aí não há como escapar!
Todos são convocados para aquelas reuniões chatíssimas
que nossos pais chamavam de “dever de sentar-se”.
Só já adulta me dei conta desse nome.
A reunião acontecia ali mesmo dentro do nosso barco
onde se discutiam novas formas de continuar a remar
para frente sem que houvesse desvio no trajeto.
Rumo ao crescimento.
Parecia uma grande aventura!
Crescer com eles crescendo antes de mim.O melhor de ser o menor é que quando se chega à adolescência,
os pais já relaxaram, quase abandonaram o barco. Comigo foi assim.
Não tive problemas quando quis sair, namorar, morar fora, casar.
Ninguém nem ligava. Eu já nem perguntava. Fazia.
Mas não foi assim Marina. Ela, a mais velha,
cresceu cheia de horários, metas, rotas e ansiedades.
Vindas de todos os lados em todas as fases da vida.
E como se já não bastasse é do mais velho a responsabilidade,
mesmo que inconsciente, de cuidar dos mais novos.
Neste caso a mais nova sou eu.
Então, a sorte da minha irmã é que fechada em meu mundo
de traços e lápis de cor, não dei tanto trabalho.Era muito amiga de Francisco e com ele brincava.
Subíamos no telhado, soltávamos pipa e nos virávamos na cozinha.
Não passávamos aperto… Acho que eu queria ser um pouco como ele.
Era tão bom nos esportes e meu pai o admirava por isso.
Eu queria a admiração do meu pai só pra mim e para isso não media esforços.
Estava sempre atrás de Francisco. Nadando, jogando tênis, futebol
e suplicando para brincar com o playmobil em seu quarto.
Mas de pequena até a adolescência, sempre um pouco acima do peso,
nunca cheguei aos seus pés nas atividades esportivas.
Francisco era meu ídolo nas quadras e piscinas.
Fora delas, com cartas, tabuleiro, caderno e canetas
eu sempre ganhava dele. Era onde eu brilhava.
E quando eu perdia, estragava o jogo, chorava.
Espalhava as pecinhas, jogava as cartas para cima.
Eu, caçula assumo, nunca soube perder.
Todos se esqueceram de me ensinar isso.
Fui eternamente café com leite.Marina tinha por nós um senso materno irritante.
Incompreensível na infância e hoje admirável.
Ela me seguia com os olhos enquanto eu, na maioria das vezes,
tentava despistá-la. Achava-a controladora demais.
Mas hoje percebo que tantos cuidados e bons tratos
me fizeram poder ser a menina mais desligada da turma.
A mais esquecida, a que andava com a cabeça na lua,
os tênis desamarrados e os cabelos embaraçados.Minhas frases preferidas eram:
Minha irmã cuida.
Minha irmã leva.
Minha irmã busca.
Marina é a minha irmã mais velha.
Marina namora fulano.
Marina namora ciclano.
Marina passou na faculdade federal.Depois passaram para:
Minha irmã mora comigo.
Ah, desculpa, é a minha irmã me ligando.
Está bem Marina, daqui a pouco eu vou para casa.
Marina já disse, daqui a 10 minutos eu chego.Até que um dia, Marina casou, fez família.
Tinha seu próprio barco pra remar.
Para frente, sem parar.
Mas como de hábito, continuei colecionando frases para ela:
Minha irmã? ela é engenheira!
Ela constrói prédios.
Marina traz a Rosa para eu ver?
Má, está tudo bem aí?
Ela é calculista.
E aí Má, falou com papai hoje?
Que sapato é este?
Marina, você vai almoçar com a mamãe?
Aonde você vai assim?
E o que você faria se estivesse no me lugar.
Você está ótima.
Deixa a menina!
Por que não atende ao telefone?
Ela é minha melhor amiga.
Obrigada Marina.E hoje, amarrei meu barco junto ao dela.
Percebo que temos uma longa viagem pela frente.
Cheia de afeto. De fato. E frases. Em todas as fases.
Muito bem colocadas. Senão dá briga! Coisa de irmãos…- 26 de setembro de 2009
- 21:28
- 3 comentários
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Báh! Barbaros!
- 23 de setembro de 2009
- 14:47
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