Atelier da lp

  1. Tempo.

    passado

  2. R$10!

    MV

  3. Monóculos!

    mono

    aceito encomendas: )

  4. Eu queria…

    170

  5. Histórias infantis verídicas! rs.

  6. Vara da Família.

    É bem provável que ela seja processada por desabafo.
    Numa família em que os advogados falam mais alto,
    berram e desenvolveram seus próprios códigos de conduta.
    Suas leis são únicas, mas só valem aos outros.
    Suas manias são absolvidas, assim como a falta de trato, de tato e amor.
    O perdão não é aqui ou lá concebido, advogados não erram jamais.
    Então, não haverá o que perdoar. Mas quero ver me calar.
    Quero ver me processar por desabafo. Quero ficar cara a cara, frente ao juizo.
    E me defender de você. Pois, tenho aqui dentro de mim um peito cheio de mágoas.
    Não vou fingir como os demais. Pelo contrário, vou me abrir.
    Publicar-me toda. Tuas crias, suas em mim perfurantes.
    E presentes teus que não quero, nem nunca quis.
    Não me compras nem te vendas assim.
    Revogai-nos.

  7. As abelhas e ela.

     

    168

    Subia assobiando a escada do parque quando sentiu a picada bem na perna direita.
    A dor foi imediata para não dizer fulminante.
    Ele que caminhava ao seu lado como de hábito, logo percebeu a falta de humor pairando no ar.

     _Ela te picou?

    Não respondeu.
    A dor não a deixava falar.
    Ele então começou a pisotear a vespa que acabara de saborear a batata da perna dela.

    _Piso nela! Piso! Olha amor, olha só o que eu estou fazendo com ela!

    E com a raquete de tênis ele esmagava a vespa contra o chão
    numa tentativa de tirar da menina um sorriso.
    De nada adiantou sua graça.
    Ela continuou muda, agachada com as duas mãos cobrindo o alvo.
    E enquanto observava o inchaço de toda perna,
    lembrou-se das picadas de infância. Desde bem pequena, era sempre a escolhida.
    No parque, no clube, nos churrascos, aniversários e praias.
    Não houve um verão sequer, de 82 à 94, que tenha passado ilesa às abelhas.
    Tantas foram que seus pais já tinham toda ladainha na ponta da língua.
    Quando ouvia-se um chororô e a menina voltava triste da piscina a causa era sabida:

    _Luiza, não foi nada. Só uma abelha. Calma. Não faça escândalo!

    E passavam nela a faca. Bituca de cigarro. Jogavam álcool.
    As avós rezavam. E a alergia a fazia ficar de repouso por uma semana, dez dias.
    Ela agonizava no sofá tragicamente com seus membros inchados.
    Ora o braço, ora a perna, ora o pé. Perdeu a conta de quantas vezes isso aconteceu.
    E de tanto reclamar da dor e incômodo provocado, acabou virando piada.
    Tem até fotos de todas as picadas, olhos rasos d’água, pijama e dó.
    Portanto, naquela manhã no parque ela resolveu que faria diferente.
    Afinal, já era uma menina adulta.
    Não podia mais armar berreiro por conta de uma vespinha qualquer.
    Segurou o choro. Segurou as palavras trêmulas. Não deixou nenhuma escapar.

    _Ta doendo amor?

    Ela disse um sim contido com a cabeça.
    Voltaram para casa. Mas dentro do carro ela
    não escondeu a lágrima escorrida no canto esquerdo do olho.
    Foi então que resolveu contar-lhe esta história:

    Quando eu era pequena, bem pequenina.
    Assim, uns cinco anos. Estávamos todos - meus primos,
    irmãos e eu no sítio do meu tio passando férias.
    Brincando na mata de Caça ao Tesouro quando encontramos
    uma casinha dessas em que se criam abelhas. Sabe?
    Então, mas um dos meus primos pisou num formigueiro
    e começou a gritar bem ao lado dessa bela casinha.
    Lembro-me da cor dela. Era branca.
    Então, todas as abelhas que estavam lá dentro, fabricando o mel
    saíam furiosas atrás de nós. Estávamos em umas dez crianças, acho…
    Eu era a mais nova! Estávamos lá no final do bosque,
    bem lá em baixo, perto do lago. Para fugir das abelhas
    a única saída era subir todo o caminho de volta até
    a casa onde minha mãe estava. Mas eu era além de pequena,
    gordinha e não conseguia correr. Tinha cabelos compridos e ruivos
    onde as abelhas se enrolaram, se embolaram, fizeram a festa!
    Fiquei um bom tempo agachada com as mãos no rosto tentando
    me proteger delas em vão. O barulho que elas faziam…
    Só de me lembrar, olha; arrepia!
    Quando consegui escalar o morro todo de volta e cheguei lá no topo,
    na casa, por último, exausta; vi todas as crianças enfileiradas e
    minha mãe com o esguicho na mão jogando água para todos os lados.
    Assim, aos poucos as abelhas foram saindo de nós.
    Fui direto para o hospital.
    Foram mais de cinqüenta picadas,
    a maior parte delas na cabeça.
    Deram-me uma dolorida injeção à contra gosto da minha mãe
    que dizia que eu não merecia mais outra picada.
    Adormeci. Perdi as férias daquele ano.
    E adquiri esta alergia aqui.
    Totalmente psicológica que não tenho como controlar.

    E desandou a chorar como uma garota de cinco anos.

  8. Piscina

    piscina

  9. Escola

    Escola

  10. Para assistir toda terça-feira!

    AE

    19:30h na TV Cultura
    assista ao programa
    Almanaque Educação,
    cuja direção é de Caetano Caruso.
    O programa, além de lindinho
    é cheio de informação para as crianças!
    E também bemmmm divertido!

    http://www.tvcultura.com.br/almanaque/
    reprisa aos sábados as 11:00h (eee!!!)

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lp

Apesar do nome, pouco sabe sobre música. É formada em Artes Plásticas pela FAAP. Pós-Graduação em Comunicação com ênfase em Jornalismo Cultural pela PUC-SP. Trabalha com moda desde menina - estilista.
Desenha poesias e gosta muito de escrever.

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